A invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022 levou a Finlândia a romper décadas de não alinhamento militar, ingressando na OTAN em abril de 2023. Mais de um ano depois, o país tem desempenhado um papel ativo na aliança, enviando tropas para os exercícios Steadfast Defender 24, intensificando o policiamento aéreo do Báltico e, recentemente, apoiando ataques ucranianos em solo russo.
Essas ações, contudo, têm seu preço: a Finlândia tornou-se alvo frequente das represálias de Moscou, que vê a adesão de Helsinque como um fortalecimento estratégico significativo para o bloco. A insatisfação russa se manifestou esta semana, quando a Guarda de Fronteira da Finlândia anunciou a investigação de uma possível incursão de aeronaves russas no espaço aéreo finlandês.
"Suspeita-se que a violação tenha sido cometida por uma divisão de quatro aviões, incluindo dois bombardeiros e duas aeronaves de caça. A incursão teria penetrado até 2,5 quilômetros no território finlandês", informou a entidade estatal. Essa violação segue-se ao apoio público da ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, aos ataques ucranianos dentro da Rússia com armas ocidentais.
Valtonen argumentou que Moscou vinha utilizando o veto anteriormente imposto à Ucrânia por seus aliados, que temiam uma escalada do conflito, para proteger suas próprias armas estrategicamente posicionadas.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.