O Banco Mundial revisou de 2% para 1,9% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026, motivado por uma desaceleração esperada no consumo das famílias. A estimativa para 2027 também sofreu corte, caindo de 2,3% para 2%, embora a instituição preveja que a atividade econômica volte a ganhar tração com a queda gradual dos juros.
O relatório aponta que o Brasil, por ser um exportador líquido de commodities energéticas, sofre um impacto limitado com os choques no preço do petróleo gerados pelos conflitos no Oriente Médio. No entanto, as pressões inflacionárias globais decorrentes dessas tensões geopolíticas têm exigido respostas econômicas firmes, como tetos de preços e subsídios aos combustíveis.
Para a América Latina como um todo, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento para 2,2%, alertando sobre os riscos da desaceleração nas economias dos EUA e da China em meio a juros globais altos. A entidade reforça que a região continuará crescendo em ritmo lento se os governos não implementarem reformas que aumentem a produtividade, os investimentos e a qualificação do capital humano.
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