Um monastério budista do século 19, no Tibete, foi destruído pelo governo chinês para dar lugar à construção de uma hidrelétrica. Fontes anônimas confirmaram a demolição do Monastério Atsok Gon Dechen Choekhorling, localizada no condado de Dragkar, ao canal Radio Free Asia (RFA). A região será submersa quando a barragem da usina hidrelétrica de Yangqu, a maior do mundo impressa em 3D, estiver concluída.
A destruição do monastério é vista por especialistas como parte de um "genocídio cultural" promovido por Pequim contra o Tibete. Tenzin Lekshay, porta-voz da Administração Central Tibetana, acusa o governo chinês de tentar impor características culturais chinesas no Tibete para legitimar sua reivindicação sobre a região. As autoridades locais limitam atividades políticas e restringem a expressão cultural e religiosa dos tibetanos, que relatam frequentes violações dos direitos humanos.
A "sinicização" da religião é um objetivo declarado do presidente Xi Jinping, que busca alinhar a fé ao Partido Comunista Chinês. Os monges do monastério destruído, cerca de 160, agora vivem em cabanas improvisadas, sem receber a prometida realocação para moradias adequadas. A reconstrução do templo é incerta, com poucos fundos alocados e a população local proibida de documentar a destruição. O governo chinês prioriza a hidrelétrica como parte de seu plano de "energia limpa".
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.