A queda nos preços da gasolina (-1,46%) e do óleo diesel (-2,34%) foi o principal fator que ajudou a conter a inflação oficial do país em maio, deixando o IPCA em 0,58%. O recuo ocorre após dois meses de fortes altas provocadas pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que encareceu o barril de petróleo no mercado internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz.
A redução nos postos foi impulsionada pela forte concorrência com o etanol, que ficou 6,2% mais barato devido ao aumento da produção nacional de cana voltada ao biocombustível. Além disso, a política de subvenção do governo federal, que funciona como um reembolso de tributos para distribuidoras e importadores — permitiu amortecer os reajustes internacionais, repassando apenas uma fração mínima do aumento da Petrobras aos consumidores.
Apesar da retração nos combustíveis, o setor de transportes ainda sente os reflexos dos meses anteriores. O custo do frete permaneceu elevado e acabou encarecendo os alimentos, que registraram alta de 1,33% no mês e representaram o maior impacto individual para cima no índice inflacionário.
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