A queda no preço da gasolina foi o principal fator de alívio para a inflação oficial do país em maio Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O recuo nas bombas é reflexo direto de uma safra recorde de cana-de-açúcar, que barateou o etanol hidratado, e do impacto de subvenções governamentais no setor energético, que ajudaram a amortecer a volatilidade do petróleo no mercado internacional.
A forte concorrência com o biocombustível foi decisiva para a redução: com o etanol custando menos de 70% do valor da gasolina, os motoristas de carros flex migraram em massa para o derivado da cana. Para não perder espaço no mercado, postos e distribuidoras foram forçados a reduzir as margens de lucro e baixar o preço do combustível fóssil.
Embora o alívio seja comemorado por motoristas e pelo setor de transportes, dado o efeito cascata da gasolina nos custos de fretes, economistas alertam para os próximos meses. A estabilidade dos preços dependerá do ritmo de moagem da safra, da continuidade dos subsídios fiscais e do comportamento do dólar e do barril de petróleo no cenário global.
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