O governo dos Estados Unidos acusou a China de operar uma base de espionagem em Cuba desde 2019, utilizando escutas eletrônicas e outros equipamentos para coleta de inteligência.
Esta semana, o think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) trouxe novas revelações alarmantes: a identificação de “quatro locais ativos” de onde o governo chinês possivelmente realiza operações de vigilância eletrônica.
Os analistas do CSIS, que investigaram o caso a partir de imagens de satélites, sugerem que Pequim coordena na ilha uma operação de inteligência de sinais (SIGINT). O estudo destaca que a escolha de Cuba como base de operações é estratégica. “Para Pequim, ter acesso às capacidades de SIGINT em Cuba abriria uma janela de inteligência significativa inacessível de dentro do território chinês”, afirma o texto.
As imagens satelitais revelam uma quantidade significativa de equipamentos, um indício de que os locais identificados são geridos por um governo estrangeiro, já que Cuba não possui satélites próprios nem um programa espacial desenvolvido.
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