O MPF (Ministério Público Federal) entrou na Justiça, em maio, contra um proprietário rural e dois arrendatários e pede deles uma indenização de R$ 3,6 milhões por uso de agrotóxicos que contaminam o meio ambiente, em Seringueiras, a 532 km de Porto Velho.
Para o MPF, a prática dos produtores tem a intenção de expulsar indígenas da aldeia Aperoí, da etnia puruborá, situada em área de conflito fundiário onde ficam fazendas de sojas e outros cultivos. Os homens não tiveram suas identidades divulgadas.
A ação pediu ainda a interrupção imediata do uso dos produtos, entre eles fosfeto de alumínio, considerado extremamente tóxico para humanos, além de metoni e da combinação bifentrina e acetamiprido, moderadamente tóxicos.
Adultos e crianças da comunidade sofrem com lesões e feridas por todo o corpo, associadas a intoxicação. Os indígenas reivindicam a demarcação do território, o que está no centro do conflito com fazendeiros. Uma família teve de se mudar devido à contaminação, de acordo com o MPF.
A cacica Hosana Purubora relata que a aldeia Aperoí, formada por cerca de 40 indígenas, sofre diversas ameaças dos produtores para deixarem o local. Ela afirma que os homens despejam os agrotóxicos em cima das moradias das famílias como forma de intimidação.
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