Tuesday, 09 de June de 2026
12/06/2024   12:00h - Política Internacional

Filipinas rejeitam exigência chinesa e mantêm operações em fronteiras aquáticas

As Filipinas afirmaram que continuarão a abastecer normalmente seus postos avançados no Mar da China Meridional sem solicitar permissão a outras nações. Manila rejeitou como “absurda, sem sentido e inaceitável” a exigência de notificar previamente Beijing antes de cada operação, segundo informações da Bloomberg.

 

Eduardo Año, Conselheiro de Segurança Nacional das Filipinas, enfatizou que suas operações são realizadas dentro das águas territoriais filipinas, especificamente na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país, e que “não serão dissuadidos por interferências ou intimidações estrangeiras”. Año respondeu diretamente ao porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que afirmou que as Filipinas deveriam avisar Beijing com antecedência se quisessem entregar suprimentos ou evacuar pessoal do navio de guerra encalhado no Second Thomas Shoal.

 

Año reafirmou o compromisso de defender a soberania e jurisdição das Filipinas sobre o atol de Ayungin, que está dentro da sua ZEE, conforme reconhecido pelo direito internacional e pela sentença arbitral de 2016.

 

A China reivindica áreas do Mar da China Meridional que as Filipinas consideram parte de sua zona econômica exclusiva. Beijing proibiu a entrega de materiais de construção ao BRP Sierra Madre, um navio da Segunda Guerra Mundial que Manila utiliza como posto militar avançado na área disputada desde 1999.

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