Nos últimos dias, a intensificação dos apelos da Ucrânia para que o governo Biden suspenda a proibição do uso de armas fornecidas pelos EUA em ataques dentro da Rússia tem gerado debates acalorados. A restrição está no centro das discussões entre políticos ucranianos e autoridades de Washington.
Durante uma recente visita a Washington, Oleksandra Ustinova, membro do parlamento ucraniano, expressou preocupação com a vantagem que Moscou estaria obtendo devido a essas restrições. Segundo Ustinova, a proibição impede o uso de armamentos como o sistema de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS) no território russo, permitindo que os russos exibam seu equipamento ao longo da fronteira e o utilizem para ataques na região de Kharkiv.
“Simplesmente não podemos alcançá-los devido à proibição do uso de armas norte-americanas dentro da Rússia”, declarou Ustinova. Na 22ª reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia, realizada na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, reiterou a política americana de que a Ucrânia deve utilizar as armas fornecidas em seu próprio território.
Austin enfatizou a importância de focar no combate direto e atingir alvos que contribuam para o sucesso no confronto. Apesar disso, Austin reconheceu que a situação aérea apresenta “desafios específicos”.
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