Impulsionado pela alta nos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de maio em 0,58%. Embora o resultado mostre uma desaceleração em relação aos meses anteriores, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 4,72%, superando o limite máximo de tolerância de 4,5% estipulado pelo governo federal. O índice também veio acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma taxa de 0,48% para o período.
O grupo de alimentação e bebidas foi o grande vilão do mês, registrando alta de 1,33% e respondendo por metade de toda a inflação de maio. Itens básicos como a batata-inglesa (+44,69%), o tomate (+20,62%) e a cebola (+16,80%) foram os que mais pressionaram o orçamento das famílias, encarecidos pelo frete rodoviário elevado e pela alta no preço dos fertilizantes gerada pelos conflitos no Oriente Médio. A conta de luz residencial também pesou no bolso, subindo 3,67% após a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela.
Por outro lado, o bolso dos brasileiros encontrou um alívio nos transportes, única categoria a registrar queda de preços no mês (-0,46%). O recuo foi garantido pela redução nos combustíveis, com destaque para o etanol, que despencou 6,20%, e a gasolina, que recuou 1,46% e figurou como o produto que mais ajudou a segurar o índice geral. Apesar do alívio nas bombas, a alta de preços seguiu espalhada pela economia, atingindo 65% dos produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.
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