Sayfullo Saipov, condenado em janeiro pelo ataque terrorista que matou oito pessoas em Nova York em 2017, recebeu a sentença de prisão perpétua nos Estados Unidos. O réu, um seguidor do Estado Islâmico, usou um caminhão para atropelar ciclistas no ataque, que vitimou cinco argentinos, uma belga e dois norte-americanos.
Embora nove das 28 acusações contra ele previam a pena de morte, a unanimidade exigida por lei não foi alcançada entre os jurados. Saipov agora cumprirá prisão perpétua sem direito a condicional. Damian Williams, o principal promotor federal de Manhattan, afirmou que as ações de Saipov destacaram um dos pilares do Estado de Direito no país: o direito a um julgamento justo.
Já Amanda Houle, promotora do caso, alertou que o terrorista ainda está comprometido com a violência. Por sua vez, David Patton, o defensor público federal encarregado do caso, afirmou que a execução não é necessária para se fazer justiça. O julgamento ocorreu em uma corte federal, que prevê a pena capital desde 2017, restabelecida em âmbito federal pelo então presidente Donald Trump.
Embora o Estado de Nova York tenha abolido a pena de morte em 2007, Saipov correu o risco de ser executado caso fosse condenado à morte. A manifestação de familiares do réu em favor da prisão perpétua foi um dos fatores que pesaram contra a unanimidade em favor da pena capital, uma vez que os jurados entenderam que a proximidade entre Saipov e seus parentes poderia fazê-lo entender que cometeu um erro ao cometer os crimes.
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