A mortandade de peixes no rio Piracicaba ocorrida nessa última semana, chegou na região alagada conhecida como mini pantanal paulista e que integra APA (Área de Preservação Ambiental). A região começou a ser afetada na sexta-feira (12).
Nessa última segunda-feira (15), inúmeros peixes mortos e buscando oxigênio na superfície foram vistos por pescadores da região. “Toda carga orgânica e todos peixes mortos acabam chegando lá onde a velocidade das águas começa diminuir e o teor de oxigênio diminui também, causando morte de peixes lá. É uma tragédia anunciada”, disse João Marcelo Elias, gestor da APA (Área de Preservação Ambiental) Barreiro Rico. “Eu, com 62 anos, vi várias mortandades de peixes aqui, mas desse jeito nunca vi na minha vida. Geralmente não passa do (região do) Paredão Vermelho, os produtos químicos, agora não, agora passaram o Paredão, passou o Tanquã, matou tudo, peixes grandes, de 15, 20 quilos.
Em nota, a Prefeitura de Piracicaba afirmou ao g1, nessa última segunda-feira (15), que está ciente da situação e acompanha com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que deve elaborar laudo final sobre a mortandade no Rio Piracicaba nos próximos dias. Ainda segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Meio Ambiente (Simap), uma reunião com órgãos e instituições que integraram a força-tarefa para limpeza do rio Piracicaba ficou prevista para esta quarta-feira (17) para elaboração de plano de ação de análise e estratégia para a remoção de resíduos.
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