Ursula von der Leyen foi reeleita para um segundo mandato de cinco anos como presidente da Comissão Europeia, após uma votação dos legisladores da UE, numa altura em que a corrente principal do continente procura reafirmar-se face a uma extrema direita ganhando popularidade.
Numa apresentação anterior ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, von der Leyen se comprometeu nessa quinta-feira (18) a investir em infraestruturas e na indústria, a criar uma nova “União Europeia de Defesa” e a manter o rumo na transição verde do continente.
Após votação secreta, von der Leyen foi reeleita com 401 votos a favor e 284 contra. Ela precisava de ao menos 361 ??votos para garantir a maioria no parlamento de 720 assentos. Von der Leyen, que liderou a comissão durante a pandemia de Covid-19 e o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, presidirá agora a um bloco que se deslocou para a direita após as eleições europeias do mês passado, quando os partidos de extrema-direita ganharam um número recorde de assentos.
Dirigindo-se ao parlamento antes da votação à hora do almoço, von der Leyen disse que os próximos cinco anos do seu mandato “definirão o lugar da Europa no mundo durante as próximas cinco décadas. Decidirá se moldamos o nosso próprio futuro ou se o deixamos ser moldado pelos acontecimentos ou por outros”.
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